Como as suas políticas, práticas e pessoas podem estar a colocar a sua empresa em risco
Resumo em 3 pontos
Quando pensamos em cibersegurança para pequenas empresas, tendemos a imaginar um hacker à espreita. Mas, na realidade, as maiores vulnerabilidades podem surgir das suas próprias políticas, práticas diárias e até da sua equipa bem-intencionada.
Desde a gestão de palavras-passe ao trabalho remoto, passando pelos sistemas e software, descubra onde estão os riscos e como reforçar a segurança da sua organização.
Porque é que as maiores ameaças de cibersegurança nem sempre são externas
Embora os ciberataques direcionados captem as manchetes, por vezes o problema é tão simples como o ficheiro errado enviado à pessoa errada, uma palavra-passe partilhada por e-mail ou um telemóvel esquecido na parte de trás de um táxi. Na verdade, 16% das violações de dados resultaram da perda ou roubo de dispositivos.
95% das violações de dados devem-se a erro humano superando as falhas tecnológicas como o principal desafio global da cibersegurança.
Os perigos ocultos nas suas práticas empresariais diárias
Muitas vezes, são as coisas que parecem inofensivas ou rotineiras que acabam por criar os maiores riscos. Eis onde as coisas podem correr mal:
Palavras-passe fracas, reutilizadas ou partilhadas
Palavras-passe fracas podem ser decifradas em segundos, enquanto a sua reutilização pode comprometer múltiplos sistemas. E partilhar credenciais por e-mail ou em post-its é como esconder a chave debaixo do tapete.
95% das violações de dados devem-se a erro humano, superando as falhas tecnológicas como o principal desafio global da cibersegurança.
BYOD (Bring Your Own Device) e trabalho remoto
Com 40% da força de trabalho global em regime de teletrabalho, permitir que as pessoas usem os seus próprios telemóveis e portáteis pode ser ótimo para a flexibilidade e redução de custos, mas apenas se tiver regras claras em vigor. Da mesma forma, o trabalho remoto sem a proteção adequada pode levar a ameaças fora do seu controlo.
As redes Wi-Fi domésticas nem sempre são tão seguras como as empresariais. Os dispositivos pessoais também podem não ter funcionalidades de segurança essenciais, como software antivírus, atualizações automáticas ou proteção por palavra-passe forte.
Falta de formação
Nunca presuma que as pessoas conseguem identificar burlas com confiança ou que conhecem todos os procedimentos. Um clique numa tentativa de *phishing* bem elaborada ou a utilização de e-mails não encriptados, serviços na cloud inseguros ou drives pessoais ou públicas pode facilmente levar a fugas de informação e colocá-lo em apuros com as leis de proteção de dados.
Políticas deficientes ou falta de aplicação
Não ter uma política de cibersegurança é mau. Ter uma que ninguém conhece ou segue é pior. Políticas claras, simples e (efetivamente aplicadas) são obrigatórias.
Software desatualizado
Os atacantes procuram sempre software desatualizado para explorar. Sem atualizações regulares, está a perder "patches" de segurança críticos.
Falhas de segurança física
Nem tudo é digital. Pen drives perdidas, dispositivos deixados em carros ou armazenamento inadequado podem causar problemas no mundo real. Fora do escritório, em ambientes familiares, também pode ser fácil baixar a guarda e clicar num link suspeito, esquecer-se de bloquear um ecrã ou deixar um dispositivo sem vigilância.
Qual a frequência dos ciberataques em pequenas empresas?
Quase metade (46%) das PME a nível global já sofreu um ciberataque – e para muitas, as consequências financeiras são severas. Os custos de recuperação podem variar de 120 000 a mais de 1,2 milhões de dólares. É o suficiente para causar um rombo enorme em qualquer negócio e, para alguns, ditar o encerramento definitivo.
Mas, apesar destes riscos, apenas 14% se sentem confiantes de que se conseguem defender.
Como reduzir o risco de cibersegurança
Não precisa de um grande orçamento ou de uma equipa de TI para fazer uma diferença real. Algumas mudanças inteligentes podem ter um grande impacto:
Faça uma avaliação de risco de cibersegurança
Dê um passo atrás e pergunte-se sobre o que está em risco, o que é mais vulnerável e quem tem acesso. Uma avaliação e gestão de riscos cibernéticos ajuda a identificar as lacunas e a construir um plano.
Reveja as suas políticas internas
Inclua áreas como BYOD, proteção de palavras-passe, utilização aceitável e acesso remoto.
Mantenha a simplicidade. Nem toda a gente precisa de acesso a tudo. Restrinja o acesso a informações ou dados sensíveis com base nas funções, minimize os privilégios de administrador e reveja as permissões regularmente.
Defina expectativas de segurança claras, incluindo gestores de palavras-passe, gestão de dispositivos móveis e autenticação de dois fatores. Ponha o básico por escrito e mantenha-o atualizado.
Dê formação à sua equipa
Se os seus colaboradores não tiverem a certeza do que fazer, está a contar com a sorte. A formação em cibersegurança ajuda todos a desempenhar o seu papel.
Mantenha tudo atualizado
Agende atualizações e renovações regulares para se manter a par das ameaças mais recentes.
Explore a opção de um seguro
Se ocorrer um ciberataque, está protegido? Se não, um pequeno investimento numa cobertura dedicada de ciber-risco evitar um enorme prejuízo financeiro.
Gestão contínua
A cibersegurança não é uma tarefa única. Reveja regularmente os seus sistemas e verifique as suas políticas à medida que a sua empresa cresce.
Mantenha-se protegido
As maiores ameaças informáticas são, muitas vezes, descuidos, soluções improvisadas ou atalhos tomados dentro da empresa. Algumas mudanças simples nas suas práticas diárias podem poupar-lhe muitos problemas no futuro.
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